03 May 2010

Gênero Pleurothallis

Este é um dos maiores e mais complexos gêneros da família das orquídeas e compreende cerca de 1000 espécies descritas, subdivididas em 27 subgêneros e 25 seções. Devido à grande extensão e diversidade deste gênero, que está distribuído por toda a América tropical, existem plantas que variam de tamanho desde plantas minúsculas até plantas de grande porte, que podem ser epífitas ou terrestres, altas ou baixas, eretas ou pendentes, formando touceiras ou não, com hastes florais longas e curtas, com folhas largas ou estreitas, com hastes uniflorais ou multiflorais. Suas flores podem ser tanto coloridas como brancas, delicadas ou não, perfumadas ou não, porém sempre possuem duas políneas. São plantas encontradas em todas as coleções de orquídeas, muitas vezes sem identificação ou com identificação errada.
Encontram-se espalhadas pelas mais diferentes regiões e, portanto, existem espécies cultivadas em clima frio, quente e intermediário, bem como espécies de locais úmidos e outras encontradas em regiões secas.

Principais espécies: Pths. acuminata, Pths. allenii, Pths. cordata, Pths. erinacea, Pths. flexuosa, Pths. gelida, Pths. grobyi, Pths. hemirhoda, Pths. pectinata, Pths. portillae, Pths. secunda.


Pleurothallis portillae


Pleurothallis secunda


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Gênero Phalaenopsis

Phalaenopsis é um gênero natural das Filipinas. A Phalaenopsis é uma das mais belas e populares orquídeas e é produzida e cultivada em larga escala pela indústria brasileira. Por isto mesmo, existe hoje um grande número de híbridos, fruto do cruzamento de espécies em cativeiro.
Essas lindas orquídeas não são comuns como espécies puras em coleções, sendo a maioria das mais conhecidas híbridos gerados de semente, e depois reproduzidas do caule.
São plantas monopodiais, com folhas largas e suculentas, de porte pequeno, com grossas e suculentas raízes.
As inflorescências são produzidas por entre as folhas, com hastes florais que possuem apenas poucas flores até espécies com hastes com mais de 100 flores, com várias cores e formas. Todas as espécies possuem labelo trilobado. A Phalaenopsis deve ter sua haste cortada após as flores murcharem. Esta poda deve ser realizada com tesoura esterilizada. Após a poda da haste, a Phalaenopsis pode voltar a dar novos cachos ainda no mesmo ano, numa ramificação.
Conhecida por se adaptar bem até em apartamentos de centros urbanos, a Phalaenopsis é uma planta que precisa de rega a cada 7-15 dias, dependendo da época e tolera bem temperaturas mais elevadas.
O cultivo ideal é em estufas quentes, precisando de muita sombra.
Há dois tipos principais: o padrão e o miniatura. O primeiro pode chegar a 1 m de altura, enquanto as miniaturas ficam em torno de 30 cm. Ambos tem a estrutura bem semelhante, diferindo apenas no tamanho.
Devem ser cultivadas em vasos com substrato que retenha umidade, uma vez que, por não possuírem pseudobulbos, não têm mecanismos para armazenagem de água. O vaso ideal é o de plástico transparente. Além disso, devem ser cultivadas com pouca luminosidade e muita circulação de ar, pois deste modo você conseguirá florações mais belas e abundantes e reduzirá a incidência de pragas e doenças. A Phalaenopsis se adapta bem em substratos ricos em casca de pinus. O carvão vegetal e os musgos (ou espumas artificiais para reter a umidade) também estão presentes. Uma vez ao mês, pode ser feito uso de fertilizante NPK 10:10:10, numa pequena porção em uma colher de café para um litro de água. Plantas floridas ou com suas raízes ainda não adaptadas ao vaso não devem receber estes fertilizantes.
O gênero está intimamente relacionado com Kingidium, sendo que alguns botânicos acreditam que estes são gêneros idênticos. Também está relacionado com Dorotis, com o qual possui inúmeros híbridos intergenéricos, chamados de Doritaenopsis. Algumas espécies de Phalaenopsis, originárias de Borneo e com folhas terete, foram transferidas para o gênero Paraphalaenopsis.

Principais espécies: Phal. amabilis, Phal. aphrodite, Phal. cornu-cervi, Phal. fasciata, Phal. hieroglyphica, Phal. lobbii, Phal. lueddemanniana, Phal. manii, Phal. mariae, Phal. sanderiana, Phal. schilleriana, Phal. violácea.


Phalaenopsis amabilis


Phalaenopsis schileriana


Phalaenopsis lueddemanniana


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Gênero Paphilopedium

Paphiopedilum é um dos mais belos gêneros de orquídeas do planeta. Com seu labelo muitas vezes avantajado, é uma planta que impressiona pela beleza e forma. Este gênero compreende cerca de 60 espécies, distribuídas pela Ásia tropical, desde a Índia até a Nova Guiné e Filipinas. São conhecidas como ”Lady´s slippers” devido ao formato de seu labelo.
São espécies terrestres, mas em alguns casos epífitas, que crescem em locais de pouca luz e muita umidade. Suas sépalas laterais são unidas, pequenas, e normalmente estão escondidas pelo “sapatinho” do labelo. A maioria das espécies produz hastes uniflorais, porém algumas produzem hastes multiflorais com flores simultâneas que podem durar vários meses.
De crescimento monopodial, costuma florir uma vez ao ano quando adulto. É preciso conhecer a fundo as espécies para encontrar as condições ideais de umidade, luz e temperatura. Requer local de luminosidade moderada, em torno de 40-50% e regas a cada dez dias.

Suas flores têm grande resistência, podendo se manter saudáveis por longos períodos.
De modo geral as florações deste gênero são muito bonitas e peculiares. Não é por acaso que esta planta tem tanto prestígio entre os cultivadores internacionais.
As folhagens também são um atrativo ornamental, tornando-as interessantes mesmo quando não estão floridas.
Iniciantes no cultivo de orquídeas devem encontrar dificuldades. As flores são incomuns até para uma orquídea, e suas folhas e botões florais podem demorar bastante para crescer.
São espécies notoriamente difíceis de se conseguir a partir de sementes, visto a grande dificuldade na germinação das mesmas. Por este fator, as populações de Paphiopedilum na natureza estão praticamente dizimadas, uma vez que foram intensamente coletadas. As flores são similares na forma, variando somente na coloração.
O hábitat comum desta planta é geralmente o chão da floresta, com luz filtrada pela copa das árvores.
As Paphipedilum podem ser separadas em três grupos de cultivo distintos.

O primeiro, com plantas cujas folhas são marchetadas, é mais tolerante ao calor, visto trata-se de espécies de locais de altitude mais baixa.

O segundo, com folhas lisas ou não marchetadas e com hastes uniflorais, que preferem clima intermediário para frio.

No terceiro as plantas com folhas sem desenho (não marchetadas ou lisas) e com hastes multiflorais, que preferem temperaturas mais elevadas e mais luminosidade que os outros dois grupos. Devem ser cultivadas em composto misto para epífitas e terrestres, em vasos, sendo que nunca devem ficar secas. Assim sendo, dê preferência a vasos de plástico.

Principais espécies: Paph. adductum, Paph. armeniacum, Paph. bellatulum, Paph. callosum, Paph. charlesworthii, Paph. concolor, Paph. delenatii, Paph. druryi, Paph. emersonii, Paph. exul, Paph. godefroyae, Paph. hirsutissimum, Paph. insigne, Paph. lowii, Paph. malipoense, Paph. micranthum, Paph. niveum, Paph. parishii, Paph. primulinum, Paph. rothschildianum, Paph. sanderianum, Paph. sukhakulii, Paph. venustum.

Paphiopedilum callosum: orquídea terrestre, asiática, não possui pseudobulbos e é formada por fascículos. Folhas de até 30 cm de comprimento. Formas e cores muito variadas, como branco, amarelo, verde e marrom. São mais conhecidas como “sapatinho”, por causa da forma especial do seu labelo. As flores podem durar até 3 meses.




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Gênero Oncidium

Oncidium é um gênero com espécies muito populares, como o híbrido chamado popularmente de "Chuva de Ouro" e extensamente comercializado. Com sua estrutura bulbosa e flores numerosas e de tamanho pequeno, o Oncidum é de fácil adaptação em placas, onde se reproduz e emite brotos e flores com certa facilidade. É uma planta fácil de ser criada em apartamentos, contando que tenha boa luminosidade no local.
Não existe uma maneira padrão válida para cultivar todas as espécies de Oncidium. Seu cultivo vai depender da origem da espécie em questão. Algumas espécies gostam de uma luminosidade bastante intensa, mas não deve receber os raios solares diretamente. Outras espécies gostam de meia sombra e outras podem florir com meia sombra ou muita luz como Onc. pumilum (atualmente Lophiaris pumila), Onc. jonesianum, Onc. sarcodes, Onc. flexuosum, Onc. lanceanum (hoje Lophiaris lanceana).
As Oncidium são nativas da América do sul, dando normalmente flores pequenas, mas em grande quantidade. Suas flores sempre são de cores predominantemente amarela ou marrom com pintas e sua maior característica é a presença de calosidade na parte distal do labelo, além de possuir junto ao estigma, duas saliências semelhantes a duas asas. Seu labelo origina-se na base da coluna. Possuem duas políneas. Duram de 2 a 4 semanas de acordo com a variedade, mas também podem florescer o ano inteiro.
Algumas espécies gostam de mais luminosidade no inverno e mais proteção no verão como, por exemplo, o Onc. phymatochilum. O deslocamento de apenas alguns centímetros possibilitando maior ou menor incidência de luz pode determinar uma mudança na floração.
Generalizando, gostam de variação de umidade com muita rega no período de crescimento, desde o início da brotação até a maturação dos bulbos. Depois disto, deve passar por um período de descanso cuja intensidade e duração vai depender da espécie cultivada. As raízes podem estar sempre úmidas mas não ensopadas. Com os chamados equitantes (atualmente classificados no gênero Tolumnia), é preciso para não deixar o substrato secar completamente.
Existem espécies que podem ser cultivadas praticamente em qualquer clima como o Onc. flexuosum, o Onc. ciliatum, Onc. bifolium e o Onc. baueri.
Uma planta de clima frio como, por exemplo, o Onc. crispum e Onc. concolor, se levada para um ambiente de temperatura mais elevada vai florir e vegetar razoavelmente por dois ou três anos, no máximo e em seguida, definha subitamente e morre sem razão aparente a não ser o clima inadequado. Assim, escolha as espécies ou híbridos de acordo com o seu clima
Durante o inverno, algumas espécies precisam de um período de repouso bem severo, outras nem tanto mas de qualquer modo, esta diminuição de rega não pode provocar o enrugamento dos pseudobulbos e das folhas. Em geral, no sul e sudeste brasileiro, de onde a maior parte das espécies é originária, o inverno é seco, então durante este período, na natureza, eles não recebem muito água, apenas o orvalho da noite que é bem pesado.
Ambientes como o cerrado, chapadas e campos de altitude também são bastantes secos neste período. As espécies que são originárias da Floresta Atlântica precisam de mais umidade do que aqueles que vem de regiões mais secas. Em flor, a freqüência da rega deverá ser reduzida de maneira considerável.
Em locais de clima quente, pode-se aplicar fertilizante durante o ano inteiro, mas em locais de inverno mais rigoroso pode não ser a melhor opção.

Principais espécies: Onc. ampliatum, Onc. barbatum, Onc. baueri, Onc. bicolor, Onc. bifolium, Onc. cebolleta, Onc. cheirophorum, Onc. concolor, Onc. crispum, Onc. divaricatum, Onc. enderianum, Onc. fimbriatum, Onc. flexuosum, Onc. forbesii, Onc. gardnerii, Onc. hastatum, Onc. hastilabium, Onc. lanceanum, Onc. leinigii, Onc. luridum, Onc. nubigenum, Onc. onustum, Onc. ornithorhynchum, Onc. planilare, Onc. sarcodes, Onc. silvanum, Onc. spiopterum, Onc. stacyi, Onc. stenotis, Onc. tiyrinum, Onc. varicosum.


Oncidium flexuosum


Oncidium forbesii


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Gênero Odontoglossum

Odontoglossum e seus híbridos geralmente gostam de temperaturas intermediárias ou amenas e muita luminosidade, com cerca de 330 espécies.
Atenção a rega deste gênero. O Odontoglossum geralmente gosta de um período de seca entre as regas, que deve ser diminuída quando a planta formar os bulbos.
A umidade deve estar maior quando a temperatura estiver mais alta.
Nativa de regiões mais elevadas, entre 1500 a 3000 metros. Podem suportar temperaturas noturnas acima de 8 graus, estando durante o dia em condições perfeitas a 20-24 graus, com bastante umidade.


Odontoglossum cruentum


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Gênero Miltonia

Miltonia é um gênero de orquídeas geralmente epífitas, criadas em vasos de cerâmica ou placas, com presença de pseudobulbos e geralmente nativas de clima frio. Muitas delas de locais de certa altitude, suportam baixas temperaturas, como as Miltonia colombianas. Alguns híbridos estão bem popularizados no Brasil, como a Miltonia clowesii, Miltonia spectabilis e Miltonia spectabilis moreliana.
O Nome "Miltonia" tem origem no nome de um orquidófilo inglês: Lord Fitzwilliam Milton. Estas orquídeas ocorrem desde o centro do Brasil até a Argentina.
Apresentam uma ou duas folhas, emergindo de um pseudobulbo, cobertas por uma bainha foliácea de onde são projetadas as hastes florais.
Suas inflorescências podem ser uniflorais ou multiflorais, dependendo da espécie. As flores têm um aspecto ceroso e possuem um odor suave e exótico.
Suas flores são sempre belas, com um labelo grande em relação às sépalas e pétalas, sempre planas e arredondadas na sua extremidade. O labelo é largo e achatado e não possui calo na base. Possuem uma coluna sem pé com duas políneas rígidas.
Possui um grande número de espécies hibridas conhecidas hoje, cerca de 1.000. Todas as espécies são epífitas e crescem melhor com pouca luz ou luz intermediária, bastante circulação de ar e umidade.
Possuem grande variedade de cores nas flores. As cores variam muito, os tons branco, rosa, roxo, vermelho, violeta são comuns. Existem até flores praticamente negras.
Algumas espécies andinas foram transferidas para o gênero Miltoniopsis e a espécie chamada Miltonia warscewiczii foi transferida para o gênero Oncidium.

Principais espécies: Milt. cândida, Milt. clowesii, Milt. cuneata, Milt. flavescens, Milt. moreliana, Milt. regnellii, Milt. spectabilis.


Miltonia moreliana


Miltonia clowesii


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Gênero Maxillaria

Existem aproximadamente 700 espécies descritas neste gênero, distribuídas desde o Caribe e América Central até o sul do Brasil e norte da Argentina. Como todo grande gênero, as diferentes morfologias e formas vegetativas são presentes. Também vêm sendo criados diversos novos gêneros a partir de espécies incluídas originalmente como Maxillaria.
A grande diferença de formas e colorido das flores também estão presentes neste gênero, sendo que as Maxillaria com colorido mais intenso e com flores de maior tamanho encontram-se na cordilheira dos andes, do Peru até a Colômbia.
As Maxillaria brasileiras são plantas menores tanto no tamanho da planta quanto das flores, bem como de colorido menos fascinante.
As Maxillaria andinas crescem em altitudes que vão de 1000 até 3000 metros, enquanto que as brasileiras são encontradas em locais de menos altitude. Por este fator, as Maxillaria andinas necessitam de maior umidade, menos luminosidade e temperaturas mais amenas.
Na natureza, as Maxillaria como Max. sanderiana, Max. lepidota, Max. striata, Max. longipetala, etc. crescem muitas vezes em conjunto com os Phragmipedium e podem ser tanto terrestres quanto epífitas. Diversas vezes, uma mesma espécie é encontrada nas duas formas.

Principais espécies: Max. curtipes, Max. luteoalba, Max. picta, Max. ochroleuca, Max. lepidota, Max. sanderiana, Max. striata, Max. longipetala, Max. schunkeana, Max. rufescens, Max. tenuifolia.


Maxilaria sanderiana


Maxilaria tenuifolia

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